terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Caixa lança Cartão Aluguel para substituir o fiador

O Globo, Lino Rodrigues, 21/dez

A Caixa Econômica Federal lançou ontem o Cartão Aluguel, uma alternativa ao fiador, ao seguro-fiança e ao depósito caução nas locações de imóveis residenciais. Até o fim de janeiro, o produto será testado em quatro imobiliárias de Goiás e de São Paulo.
A partir de fevereiro, o cartão será estendido a todo o país. Até lá, a Caixa espera ter credenciado mais de 300 imobiliárias. A rede de agências do banco estatal também vai oferecer o novo produto.
Os interessados em adquirir o cartão para o pagamento do aluguel terão que pagar uma taxa de manutenção de 6,67% ao mês sobre o valor do aluguel, mais a anuidade de R$96. O cartão nas bandeiras Mastercard e Visa também poderá ser usado para compra de produtos e serviços, já que terá dois limites: um para compras e outro para o aluguel.
Banco será responsável por aluguel durante 12 meses
De acordo com o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza, o banco se responsabiliza pelo pagamento do aluguel ao proprietário do imóvel por 12 meses, renovável pelo mesmo período. A expectativa é chegar a 100 mil cartões no primeiro ano e a um milhão em cinco anos.
- O cartão vai dar ao setor de locação a mesma agilidade que tem o varejo - afirmou Lenza.
Todo o processo de locação continuará sendo realizado pelas imobiliárias credenciadas pela Caixa que, por sua vez, fará a análise de crédito do locatário para o fornecimento do cartão. A renda mínima para a aquisição do cartão é de R$1 mil.
Segundo uma pesquisa do Conselho Regional do Corretores de imóveis de São Paulo (Creci-SP), 60% dos aluguéis no estado têm valor de até R$800.
- A análise de risco será feita na venda do cartão e o risco será assumido pela Caixa. Assim, o locador poderá ficar mais tranquilo - explicou Lenz, lembrando que para garantir 12 meses de pagamento, o dono do cartão pagará no total 0,8 do valor de um aluguel, menor que a taxa de 1,3 a 1,5 do valor de um aluguel cobrado no seguro fiança.


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Caixa concederá até R$ 50 bi para habitação

DCI, 21/dez

O superintendente regional paulista da Caixa Econômica Federal, Valter Nunes, afirmou ontem, que o orçamento inicial do banco para novos financiamentos no setor imobiliário deverá ficar entre R$ 45 bilhões e R$ 50 bilhões no próximo ano, que incluem FGTS, poupança e parte do programa Minha Casa, Minha Vida.
"Esse é o orçamento inicial. Com certeza durante o ano superaremos esse montante, assim como aconteceu em 2010", disse o executivo. Segundo ele, o orçamento inicial de 2010 era mais ou menos o mesmo montante, mas a Caixa deverá fechar este ano com R$ 70 bilhões em novos financiamentos.
Em entrevista recente, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Coelho, havia informado que até a véspera do Natal o banco deverá ter fechado contratos de 940 mil casas dentro do Minha Casa, Minha Vida e que a carteira de crédito total da instituição encerrará 2010 em R$ 181 bilhões, com crescimento de 46%.
A Caixa lançou ontem o Cartão Aluguel Caixa. A ideia é juntar num produto só o cartão de crédito e o pagamento do aluguel, sem precisar da figura do fiador e nem de garantias adicionais. O Cartão Aluguel Caixa começou a funcionar ontem em fase piloto de 60 dias em São Paulo e Goiás, inicialmente com quatro imobiliárias credenciadas: duas de São Paulo - Parceria Imóveis e Koyama Imóveis; e duas de Goiás - Tropical Corretora e Leonardo Rizzo Locações Imobiliárias.
O consumidor poderá adquirir o cartão nas agências da Caixa e nas imobiliárias. A renda mensal mínima solicitada é de R$ 1 mil. O produto, que será oferecido nas bandeiras Visa e Mastercard, terá dois limites. Um deles é o rotativo, como no cartão de crédito tradicional. Já o outro limite é o do aluguel. A partir da ativação desse limite será cobrada uma taxa mensal de manutenção de 6,67%.


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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Entrega antecipada da casa

O Dia, Cristiane Campos, 19/dez

Mesmo com o apagão de mão de obra na construção civil por conta do boom no mercado imobiliário, principalmente, com os empreendimentos do programa 'Minha Casa, Minha Vida', além das obras para receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas em 2016, algumas construtoras estão antecipando em até um ano a entrega dos imóveis, comprados na planta.
A construtora Calçada, por exemplo, vai adiantar em 12 meses a obra do Vision, prédio comercial na Barra da Tijuca, com previsão de entrega para março de 2012. Agora, o empreendimento ficará pronto em março de 2011. O condomínio comercial tem 388 unidades.
Segundo Bruno Oliveira, gestor de Marketing da Calçada, a antecipação foi fruto de um conjunto de medidas no planejamento da obra, no cronograma e na liberação de recursos de financiamento, que na época do lançamento não existiram. Para especialistas de mercado, esta iniciativa mostra planejamento e comprometimento com prazos.
O Grupo Avanço e Aliados também adota a mesma política. A empresa vai antecipar em seis meses a entrega do empreendimento Green Star, na Freguesia, que teve 100% das unidades vendidas. "A nossa previsão era entregar em outubro de 2011, mas vamos antecipar para maio. Temos uma grande preocupação com o nosso cronograma. A diretoria acompanha cada passo da obra, o que permite esse diferencial. Já entregamos outros empreendimentos antes do prazo, como o Bella Vita, também na Freguesia", afirma Sanderson Fernandes, diretor do Grupo.
Os interessados na compra do imóvel na planta têm sempre que verificar se a construtora entrega o empreendimento no prazo previsto em contrato.

BB tem R$ 7 bi de caderneta para crédito imobiliário

Monitor Mercantil, 20/dez

O Banco do Brasil tem R$ 7 bilhões em recursos da poupança disponíveis para emprestar no crédito imobiliário e é por isso que não deve fazer securitização no curto prazo. É o que afirma o vice-presidente de novos negócios da instituição, Paulo Rogério Caffarelli. "O fato de sermos um dos últimos a entrar (no financiamento imobiliário) tem suas vantagens. Ainda temos muito funding", afirma.
O governo editou um conjunto de medidas para estimular os empréstimos de longo prazo. Uma delas incentiva o financiamento imobiliário, pois permite que esse crédito securitizado seja contabilizado dentro da regra de direcionamento de depósitos de poupança.
O BB, ao menos no curto prazo, não tem planos de fazer esse tipo de operação, por conta do alto volume de recursos disponíveis na poupança.
O banco público começou a operar no crédito imobiliário em 2008. Atualmente tem a quinta maior carteira do setor, de R$ 3 bilhões. O líder é a Caixa Econômica Federal, seguida pelo Itaú, Santander e Bradesco. Segundo Caffarelli, a meta do BB é chegar a terceira posição em 2013. Somente para pessoas físicas, o banco tem liberado uma média de R$ 120 milhões por mês em crédito habitacional. "Em volume de recursos liberados, já estamos no mesmo nível dos bancos privados", diz o executivo.

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Segundo imóvel ganha fôlego

O Dia, 19/dez

A compra da casa própria está bastante aquecida no País, mas pesquisa revela que os brasileiros também estão comprando mais o segundo imóvel. Um relatório elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE, mostra que o percentual de famílias que adquiri terrenos, casas para veraneio e unidades para investimento passou de 2,41% em 2002/2003 para 2,64% em 2008/2009.
De acordo com o levantamento, o que puxou o indicador para cima foram, principalmente, as vendas de terrenos, que passaram de 0,32% para 1,21% entre um período e outro. A renda média dos compradores do segundo imóvel está acima de R$ 3 mil, ou seja, quase seis salários mínimos.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Casa própria sai do sonho para o real

Valor Econômico, Samantha Maia e Daniela D'Ambrósio, 17/dez

Em 2002, o Brasil construiu 100 mil unidades de moradia. Oito anos depois, esse número quintuplicou e 500 mil novas casas (entre moradias populares, de classe média e de luxo) foram construídas no país. Também em 2002, o crédito imobiliário somou R$ 4,8 bilhões de novas contratações, valor que vai alcançar R$ 68 bilhões este ano - 13 vezes maior que aquele.
A explosão imobiliária resultou da combinação de novas regras para o mercado habitacional e mais crédito. O crédito veio tanto para a pessoa física como para as empresas, via retomada do mercado de capitais. Duas medidas institucionais deram lastro às mudanças do setor. Primeiro, a alienação fiduciária, herança do governo anterior, permitiu que o banco tenha o imóvel como garantia do financiamento. Depois, a lei 10.931, de 2004, instituiu o patrimônio de afetação - mecanismo de segurança que isola os ativos de um empreendimento do resto da empresa e tira a sombra do caso Encol. É uma blindagem que garante continuidade do empreendimento se a companhia falir.
Para o diretor de economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, no primeiro mandato de Lula o governo federal criou condições para que os investimentos em habitação pudessem ser feitos. "E o crescimento econômico trouxe uma forte demanda para o setor", diz.
Na opinião de Rubens Menin, presidente da construtora MRV, no primeiro mandato de Lula pouca coisa foi feita pelo setor - o grande trunfo, na sua opinião, veio no segundo mandato, com o Minha Casa, Minha Vida. "Mas houve uma mudança muito importante e fundamental para o segmento, a mudança no perfil da Caixa Econômica Federal", diz Menin, cuja companhia faturou R$ 2,1 bilhões nos nove primeiros meses do ano. Segundo ele, a CEF tornou-se mais proativa e aumentou a sinergia com o setor. A companhia é a maior agente do Minha Casa, Minha Vida em atuação no país.
Foi no segundo mandato que o amadurecimento do mercado de capitais permitiu que o Brasil tivesse o maior número de empresas do setor imobiliário de capital aberto em todo o mundo. Vinte e uma companhias foram para a bolsa entre 2006 e 2007 e, depois de uma primeira fase de consolidação, restaram 17. No ano passado, por conta de uma boa fase do mercado, sete companhias voltaram a acessar o mercado para uma nova rodada de captações. "A política econômica do governo foi fundamental", afirma Menin. "O mercado imobiliário não teria atingido essa maturidade não fosse a capitalização das empresas na bolsa."
Se, de um lado, o mercado de capitais permitiu uma polpuda injeção de recursos para financiar o crescimento das empresas, de outro o crédito imobiliário foi a alavanca para os compradores. O avanço do crédito teve impacto sobre o déficit habitacional do país, que caiu de 14,5% em 2004 para 9,4% em 2008, último cálculo disponível da Fundação João Pinheiro, que é o utilizado pelo Ministério das Cidades.
Uma política nacional, de fato só veio com o lançamento do programa Minha Casa, Minha Vida, em abril de 2009. Um dos principais méritos foi a interlocução com empresários e entidades setoriais, que chegaram ao modelo considerado mais eficaz, baseado no subsídio ao comprador, que pode chegar a R$ 23 mil.
As dificuldades, porém, não tardaram a aparecer. O crescimento vertiginoso dos investimentos esbarrou na falta de planejamento dos governos para abrigar imóveis de baixa renda em seus territórios, o que refletiu em preços altos de terrenos nos centros urbanos e na falta de infraestrutura urbana, como saneamento.

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Recursos subsidiados têm data certa para acabar

Valor Econômico, 17/dez

O crédito imobiliário, no Brasil, está amparado nos recursos da poupança. O que, até agora, garantiu taxas baratas e subsidiadas tem data certa para acabar. Os cálculos para que a fonte se esgote variam entre 2012 a 2014, mas, independentemente da data, o fato é que a preocupação de todo o setor é grande. A própria Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), calcula para 2013 o fim dos recursos subsidiados.
O volume de poupança cresce a uma taxa de 22% ao ano, enquanto o crédito imobiliário avança a uma taxa média de 35% ao ano - este ano, no entanto, o crescimento estimado pela Abecip é de 50% para os financiamentos. "O nosso desafio é pensar novas fontes para atender a esse mercado", diz Inês Magalhães, secretária de habitação do Ministério das Cidades.
Esse é um problema que preocupa no médio prazo, segundo a secretária. "Durante o próximo governo, os recursos da poupança e do FGTS ainda serão suficientes para atender a demanda", diz. Para o setor financeiro, porém, o o dinheiro acabará antes. Relatório da Ativa Corretora comentando a expansão de 50% na concessão de crédito imobiliário com recursos da poupança avalia que o crescimento não é sustentável, dado o atual ritmo de captação da poupança. Em outubro, três relatórios sobre o setor imobiliário - do Santander, do Barclays e do Crédit Suisse - apontavam a questão da escassez da fonte de recursos, ao lado da capacidade de execução e entrega das obras no prazo, como os principais problemas de curto prazo do setor.
Entre as saídas, explica a secretária de habitação, o Ministério da Fazenda estuda formas de estimular o mercado secundário, a securitização do crédito, além de aproximar o mercado imobiliário dos fundos de pensão. Outra questão a ser trabalhada, segundo Inês, é o desenvolvimento de um mercado de seguros para os investimentos imobiliários.
Na última Conferência do Global Real Estate Institute, que reuniu em São Paulo, em novembro, investidores de várias partes do mundo e diferentes agentes do setor imobiliário, a questão do fim dos recursos da poupança esteve presente em vários debates. A Abecip, os bancos, a indústria da securitização e as próprias construtoras estão avaliando possíveis saídas e devem levar uma proposta para o governo. A dúvida não é se haverá uma nova saída, porque há disposição do governo em resolver a questão, mas quanto ela pode custar. "Já estamos atrasados nessa questão e dela depende a sustentabilidade do crescimento do mercado imobiliário", disse no evento Antonio Barbosa, diretor do HSBC.(S.M. e D.D.)

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Após disparar, preço de imóvel deve estabilizar-se

DCI, 17/dez

O preço dos imóveis residenciais nas grandes cidades brasileiras caminha rumo à estabilização, e a oferta pode ficar até maior do que a procura em algumas regiões, afirmam especialistas. Trata-se de uma mudança de tendência, uma vez que o valor do imóvel vinha subindo fortemente nos últimos anos.
"Genericamente, os preços devem crescer no patamar da inflação, não mais [do que ela]. Não vejo espaço para crescimento especulativo [em 2011]", afirma João Rocha Lima, professor titular de Real Estate (Bens imóveis) da Escola Politécnica (Poli) da USP. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), indicador de inflação que é referência no setor, teve alta de 7,16% nos últimos 12 meses.
Para especialistas, o segmento de imóveis estava desvalorizado na primeira metade da década, e, com o aumento da demanda, gerado pela combinação entre moeda estável, juros em queda e ampliação dos financiamentos, ocorreu um boom nos últimos anos, avalia o economista Francis Hesse.
Agora, a situação está se equilibrando. "A tendência é a estabilização", conclui. "Alguns preços tiveram um salto muito grande e injustificado. É verdade que preço do terreno aumentou, mas não tanto. O que subiu muito significativamente foi o lucro do incorporador", afirma Luiz Paulo Pompéia, diretor da Embraesp.

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Caixa incentiva a locação de imóveis

Cartão-aluguel começa a valer em 2011
Anunciado pela Caixa Econômica Federal desde" 2008, o cartão-aluguel - que substituiria o fiador, o cheque-caução ou o seguro-fiança - vai começar a funcionar no primeiro semestre de 2011, segundo a área de seguros do banco. O locatário que optar pela nova modalidade de seguro de locação receberá um cartão de crédito para pagar a mensalidade.
Caso o portador do cartão atrase o pagamento do aluguel, o banco imediatamente acertará a conta, sem que o proprietário do imóvel fique sabendo do imprevisto. O inquilino, no entanto, terá que pagar juros ao banco.
Últimos detalhes
As discussões sobre os juros a serem cobrados no cartão-aluguel, um dos empecilhos para o funcionamento do mesmo, ainda não acabaram. No entanto, eles devem ficar em torno de 10% ao mês - o mesmo índice cobrado pelos cartões de crédito.
O novo produto tem como meta facilitar os trâmites para a locação de imóveis.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Inquilino sem fiador, com prêmio e assistência

O Dia, Cristiane Campos e Luciene Braga, 15/dez

Setor de capitalização fornece serviço de garantia de aluguel, que cresce 20% ao ano
Cresce 20% ao ano, desde 2000, um novo serviço que livra o inquilino de ter de "alugar" alguém para ser seu fiador em contratos de locação de imóvel: a garantia de aluguel. O produto vem do mercado de títulos de capitalização, que tem avançado entre as classes C e D. A Sulacap (Sul América Capitalização) foi a primeira a adotar o sistema no País. Desde o ano passado, o Banco do Brasil começou a operá-lo. No ano que vem, a Caixa Econômica Federal lançará produto próprio, aumentando a concorrência. O prazo previsto é abril.
Os correspondentes bancários vão oferecer o serviço, sem burocracia. "Pelo sistema, o inquilino contrata o serviço e paga valor acertado entre ele e o administrador do imóvel. Ao fim do prazo, ele resgata o valor que pagou e ainda concorre a sorteios mensais. O serviço de garantia também inclui assistência residencial", explica Maurício Maciel da Rocha, representante da Caixa Seguros. "Esse produto é uma alternativa ao seguro-fiança. O conceito é o de capitalização. A pessoa paga e resgata o valor", explica ele.
Segundo Natanael de Castro, vice-presidente da Federação Nacional de Capitalização (Fenacap) e diretor comercial do BrasilCap, do BB, os contratos podem ser fechados nas agências. "Firmamos parcerias com o setor imobiliário, o que tem ampliado a procura. Mas qualquer pessoa pode fazer a proposta ao seu proprietário para substituir o fiador", explica.
O título precisa ser registrado em cartório. No BB, o prazo é de 30 meses (tempo do contrato). A Sulacap, primeira a operar no País, exige somente identidade e CPF para o contrato e prevê 12 meses com renovação automática. Se o aluguel acaba em 30 meses, é como se a pessoa estivesse retirando antes do tempo, em seis meses, mas é possível desvincular o contrato e estendê-lo, sem perda do valor - títulos de capitalização têm desconto se resgatados antes do tempo .
"A vantagem é que o inquilino recebe todo o dinheiro de volta assim que o contrato terminar. Os prêmios são mensais", diz o presidente da Sul América Capitalização, Carlos Infante de Castro.
Segundo a Fenacap, o setor de capitalização deverá crescer 10,10% este ano. O bom momento está ligado ao aumento da renda no País, em especial, das classes C e D. Para elas, o título de capitalização é porta de entrada para produtos bancarizados. O tíquete médio do setor é R$ 26.
Caixa vai lançar cartão aluguel
A Caixa Econômica Federal vai lançar, ainda este mês, o cartão aluguel para facilitar interessados na locação de imóveis. A modalidade vai dispensar as exigências de garantias, como fiadores, seguros-fiança e caução (três meses de depósito). Atualmente, 6,5 milhões de brasileiros moram de aluguel no País. O novo modelo vai funcionar como o cartão de crédito.
A instituição está fazendo os ajustes finais no produto, mas o inquilino vai receber o cartão para pagar o aluguel todos os meses. Se atrasar, o banco faz o pagamento ao proprietário, mas depois cobra, com juros. Nesse caso, as taxas cobradas devem ser parecidas com as dos cartões de crédito, em torno de 10% ao mês.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Aluguel compromete mais renda que financiamento

Quem mora de aluguel compromete, em média, 12,14% da renda com esse custo, enquanto a despesa dos mutuários com financiamento consome, em média, 6,7% da renda. É o que aponta estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) sobre os dados das Pesquisas de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE de 2008/2009.

À agência Brasil, o técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea Pedro Humberto Carvalho declarou: “o aluguel tem um sistema contratual que leva o inquilino a renegociar o valor das prestações a cada trinta meses e ao sabor do mercado. Como vivemos um boom do ponto de vista da valorização dos imóveis, isso é automaticamente repassado ao aluguel”. Em contrapartida, explica o economista, “os contratos de financiamentos são de longo prazo, com taxas de juros mais baixas e têm ainda como proteção o fato de que o valor do imóvel aumenta, mas o valor da prestação continua o mesmo”.Os dados indicam que o custo da habitação pesa mais sobre a população mais pobre, que chega a pagar de aluguel por mês até 2% do valor venal do imóvel, enquanto a população mais rica paga uma prestação bem mais baixa por ter acesso a financiamentos imobiliários.

Apesar dos avanços, o financiamento imobiliário continua concentrado nas faixas de renda mais altas da população. Entre a fatia dos 25% mais ricos, 9% têm contratos de financiamento imobiliário, enquanto na outra ponta, dos 25% mais pobres, apenas 1,3% são mutuários de programas habitacionais.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O financiamento imobiliário, além de possibilitar ao cliente a compra do imóvel, pode ser mais uma arma do corretor de imóveis para alavancar as vendas

Redação Redimob
Muitos ainda olham com receio. Mas o financiamento imobiliário, aos poucos, está conquistando seu espaço no Brasil. Além da compra à vista, o corretor de imóveis pode oferecer esta opção para mostrar ao cliente que a compra do imóvel próprio é possível, quando muitos pensam o contrário. O Superintendente de Negócios Imobiliários do Banco Santander, Fabrizio Ianelli, ministrou uma palestra sobre Financiamento Imobiliário durante o Corretor Show, realizado nos dias 10 e 11 de novembro, no Rio de Janeiro, e conversou com a equipe Redimob sobre o tema.

Redimob - Qual a principal vantagem que o financiamento imobiliário proporciona atualmente e de que forma ele pode alavancar as vendas do corretor de imóveis?

Fabrizio Ianelli - O financiamento imobiliário proporciona ao corretor trabalhar melhor o tempo. O corretor gasta muito tempo na prospecção e acaba convertendo num percentual baixo das pessoas que ele atende. Se o profissional consegue identificar “o tamanho do bolso” do cliente que ele está atendendo, também consegue ser mais preciso para oferecer um imóvel. Isso tem um ganho de tempo muito grande. Gente que não conseguiria adquirir um imóvel porque não tem 100% dos recursos, com o financiamento imobiliário é possível comprar o imóvel. Atualmente, a parcela de financiamento de uma casa não é muito maior do que a parcela de um aluguel. Trabalhando todos esses aspectos, trará cada vez mais pessoas para adquirir um imóvel, que muitas vezes nem sabe que pode adquirir.

O papel do corretor é explicar isso para o cliente, a pessoa que está procurando vê no corretor um especialista do mercado. Se alguém procura um aluguel R$ 1.000, por exemplo, por que não oferecer um imóvel à venda com prestação de R$ 1.200? Os imóveis hoje estão passando por uma valorização muito grande. Então se o cliente paga o aluguel de um imóvel, que terá uma valorização maior daqui a um tempo, quem ganha é o dono do imóvel e não quem mora.

Redimob - A maioria dos profissionais já tem a percepção que o financiamento pode auxiliar no aumento das vendas ou ainda há resistência?

Fabrizio - Está melhorando muito. Vimos que muitos corretores não fogem mais do financiamento, mas ainda existe uma parcela significativa que preferem vender um imóvel de valor mais baixo, só que à vista, do que um imóvel de valor mais alto financiado.

Redimob - E por que muitos corretores ainda têm esse pensamento?

Fabrizio - O próprio histórico contribui para isso. O mercado imobiliário dos anos 80 e início dos anos 90 não tinha o instrumento da alienação fiduciária, somente hipoteca e isso fazia com que a maioria dos bancos não participasse desse mercado. Depois da alienação fiduciária, isso começou a mudar, pois mostrou uma garantia muito mais saudável para aos bancos. Aquela pessoa que não está pagando, consegue retomar sua garantia de uma maneira melhor e também fazendo negociações. Nesse período, os corretores tiveram que se acostumar a vender à vista. O financiamento imobiliário ainda exige uma série de documentos. Por ser o maior investimento que uma pessoa física vai adquirir na vida, o banco tem que fazer avaliação jurídica, para ver se o vendedor tem problemas ou não, avaliação do imóvel, para ver se este está liberado de qualquer ônus, enfim, tem uma série de prestações de serviços que o banco faz para o cliente para blindar a aprovação. E como isso às vezes demora um pouco, pois requer mais documentações, o corretor em alguns casos, prefere muitas vezes vender um imóvel de menor valor, mas à vista. Mas isso vai mudar, no mundo inteiro é assim e no Brasil não é diferente. Isso também aconteceu no mercado de veículos, onde hoje o financiamento já vem atrelado e o financiamento imobiliário vai migrar para essa situação.
Redimob - Qual o perfil das pessoas que procuram estes financiamentos?

Fabrizio - Está muito equilibrada a distribuição. O que estamos percebendo é o crescimento de classe social que está acontecendo no país. Hoje, as pessoas que entraram na classe média, olham primeiramente para o sonho de ter a casa. Com toda a evolução no mercado, temos também uma parcela significativa de investidores.

Redimob - Quais são os próximos projetos do Santander com o financiamento imobiliário?

Fabrizio - Estamos apostando muito no WebCasas, não apenas como Portal, mas fazer deste uma ferramenta de relacionamento nas oportunidades existentes no banco. Além de estar mostrar as ofertas, vamos fazer com que os mais de dez milhões de correntistas entrem no portal e achem o imóvel. Fazendo essa sinergia, queremos que os parceiros do Santander vendam mais imóveis. A gente acredita muito nessa ponte e por outro lado, vai gerar valor agregado para o cliente que hoje não existe no mercado.

'Minha Casa 2' vai priorizar levantar 2 milhões de casas

Programa entra na segunda fase já no início do ano que vem
O Governo Federal vai manter as metas iniciais de construção de imóveis do programa 'Minha Casa, Minha Vida 2'. De acordo com o Ministério das Cidades, o objetivo continua sendo beneficiar famílias com renda de até 10 salários mínimos, já a partir de 2011. A estimativa é construir dois milhões de moradias, a maioria popular. Mas também serão atendidas famílias com renda de até R$ 4.650, só que em menor escala .
Para evitar a construção de unidades habitacionais em áreas irregulares, só será permitido o uso de terrenos em regularização, se houver um projeto de reassentamento de comunidades inteiras.
Segundo o ministro das Cidades, Marcio Fortes, no 'Minha Casa 1' houve uma superação das metas na faixa de menor renda na maioria dos estados, o que demonstrou ser possível contar com o setor privado para atender a essa parcela da população.
Outra novidade do Minha Casa, Minha Vida para o próximo ano é a criação de mecanismos para impedir que um mesmo imóvel seja adquirido duas vezes ou que uma mesma família seja beneficiada mais de uma vez.
Todos os planos do programa estão mantidos, apesar do anúncio de cortes no orçamento da União no ano que vem. A tesoura vai atingir despesas de custeio e não obras e programas sociais. Sinalização neste sentido partiu diretamente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Seis razões para comprar em vez de alugar um imóvel

Essa não é, definitivamente, uma decisão simples. E não há uma só resposta correta porque a decisão depende de inúmeras variáveis que podem ser importantes e sensatas para José, porém muito distintas das variáveis que Maria tem em mente.
DECIDIR COM O CORAÇÃO
As mulheres tendem a adotar um comportamento mais emocional do que racional. "Quem casa quer casa", diz o ditado. E Maria concorda. Para ela, a vontade de morar em casa própria se sobrepõe a outras variáveis -a financeira, por exemplo.
Para ela, morar em uma casa que ela pode chamar de "minha" lhe dá sensação tão grande de segurança e conforto que não há argumento que a faça mudar de ideia. José não discorda de Maria, mas tenta compartilhar com ela outras reflexões, como a variável financeira, buscando uma decisão mais equilibrada entre a razão e a emoção.
ALUGUEL, NEM PENSAR
Aqui, o aspecto é cultural. Em diversos países, as pessoas moram em imóveis alugados, e fazem isso com naturalidade. Para Maria, morar de aluguel gera muito desconforto e deve ser uma fase passageira, muito breve, necessária somente até que a família consiga comprar a casa própria. José tenta convencer Maria que, financeiramente falando, alugar um imóvel não é mau negócio.
FALTA DE DISCIPLINA
"Se não comprar, gasto." Muita gente só consegue ter as coisas comprando a crédito. Assume a dívida e paga porque é uma obrigação.
José gosta mais da ideia de investir o dinheiro, usar parte do rendimento para pagar o aluguel e acumular quantia suficiente para comprar o imóvel à vista, daqui a alguns anos, ou então continuar morando de aluguel enquanto valer a pena.
Maria acha que eles vão gastar o dinheiro se ele estiver "dando sopa", aplicado no banco. Falta de disciplina pode custar caro.
SEM PAIXÃO
José tende a concordar com Maria que eles podem, sim, comprar um imóvel, mas devem observar os limites do orçamento. O imóvel deve ser do tamanho que cabe no nosso bolso -e não do tamanho do nosso sonho.
Esse virá no futuro, merecidamente e com muito controle das despesas. Aquela casa maravilhosa, com quatro quartos, jardim e varanda, vai ter de esperar. Hoje o orçamento do casal comporta um apartamento pequeno, com dois quartos, em um bairro que não é a primeira opção deles. Evite se apaixonar pelo imóvel. Você vai acabar pagando mais do que ele vale.
INVESTIMENTO
Um dos argumentos que Maria utiliza para convencer José a comprar a casa própria para a família é a expectativa de valorização do imóvel. José contrapõe que, mesmo que ela esteja certa, é uma variável que não gera ganho para eles.
Para ganhar com a valorização do imóvel é preciso vendê-lo. E vender a casa própria não está em discussão. Quando se trata do imóvel residencial da família, é complicado pensar nele como investimento.
USE O FGTS
José concorda com Maria que comprar ou construir a casa própria é uma forma de ter acesso ao saldo acumulado no FGTS.
Eles observam que a rentabilidade oferecida pelo FGTS é menos da metade do que a caderneta de poupança paga, e que deixar esse dinheiro lá, esperando a aposentadoria chegar, não é bom para as finanças do casal.
Eles planejam utilizar todo o saldo disponível atualmente para quitar parcialmente o saldo devedor do financiamento e continuar usando esse recurso para reduzir e para quitar parcelas, observadas as regras de utili- zação do FGTS.
Na próxima coluna vamos refletir sobre o outro lado da moeda -e apresentar as razões para alugar.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Construção industrializada aposenta canteiro de obras

O uso de processos industrializados na construção civil, como o de pré-moldados e o de paredes duplas, vem trazendo progressos na execução de cada uma das etapas da obra e também nas questões que envolvem o desenvolvimento sustentável.
O retorno mais rápido sobre o investimento, pela agilidade na entrega, é apenas um dos atrativos que geram economia. Outro fator inerente à difusão do processo tem sido o ganho quanto à utilização racional de recursos, inclusive de mão-de-obra, um gargalo em tempos de aquecimento do setor. A customização de fábrica e o uso planejado de materiais completam as vantagens, que enxugam o canteiro de obras, ao evitar incorreções e desperdícios comumente associados ao sistema tradicional de alvenaria.
Sem a necessidade de pilares e vigas para sustentação e sem seguir medidas modulares, no sistema industrializado as paredes ou lajes são produzidas de acordo com o projeto e com as facilidades de montagem. Estima-se que tais características representem até 30% mais de agilidade no cumprimento de contratos do que a construção convencional.
Segundo o engenheiro, Fabio Casagrande, a precisão do projeto e a não geração de resíduo já valeriam o investimento em produtos sustentáveis. “O sistema artesanal de construção é um agente de degradação do meio ambiente, dado o volume de descarte de materiais inertes que produz. Na construção industrial, além de não haver geração de resíduo, ainda é possível aproveitar materiais como borracha reciclada na hora de contruir”, afirma.
Para o engenheiro, a conscientização tem sido um dos pontos-chave na hora de optar pelo sistema de pré-fabricados e de paredes-duplas. “Outro fator de atração é a economia e a organização no canteiro de obras, sem desperdício de material ou compras inexatas. O sistema industrializado é poupador de mão-de-obra e a qualidade pode ser rastreada, como se a parede ou laje tivesse um código de barra”, salienta o engenheiro.

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Construção civil prevê para 2010 crescimento recorde de 11% e geração de 350 mil empregos

A indústria da construção civil vai crescer 11% este ano e superar a previsão de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) setorial feita pelo próprio segmento. A expectativa de crescimento foi apresentada nesta terça-feira (07) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).
O índice de crescimento do setor, se confirmado, será o maior dos últimos 20 anos, cerca de três pontos percentuais acima da estimativa original do setor. "O ano de 2010 é um ano que vai deixar saudades", disse o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan. "Este crescimento é recorde."
Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e responsável pela elaboração dos dados sobre a construção civil, afirmou que o resultado será consequência, principalmente, da expansão do crédito e dos investimentos em infraestrutura.
Só o crédito habitacional, por exemplo, deve fechar o ano com mais de R$ 70 bilhões ofertados, ante cerca de R$ 55 bilhões em 2009. Já as obras de infraestrutura são, em grande parte, iniciativas do Poder Público intensificadas pelo período eleitoral. "O ano eleitoral tem um impacto na construção", reconheceu ela.
O desempenho recorde da construção civil impulsiona também a geração de empregos no setor. O Sinduscon estima que 350 mil empregos formais serão gerados na construção civil até o fim do ano. Só entre janeiro e outubro, o número de empregos abertos pelo setor foi 15,1% maior que o do mesmo período do ano passado.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Caixa prevê expansão de 30% no crédito em 2011

Percentual é inferior à alta de 44,4% deste ano e é justificado pelo aumento da concorrência. Impacto do compulsório ainda é analisado
O volume de crédito da Caixa Econômica Federal em 2011 deve crescer em torno de 30 por cento, segundo o vice-presidente de Finanças da instituição, Márcio Percival.
Segundo ele, apesar de expressivo, o crescimento do volume total de crédito é inferior ao previsto para esse ano, acima de 40 por cento.
"Para o conjunto do crédito, estamos prevendo uma expansão perto de 30 por cento. Este ano estamos crescendo 44, 45 por cento. Com o aumento da concorrência, vamos desacelerar o nosso crédito", disse ele a jornalistas após evento.
O executivo disse que a Caixa está finalizando os cálculos para avaliar o impacto das medidas anunciadas na sexta-feira pelo Banco Central para conter a expansão do crédito no país.
Percival adiantou que este impacto sobre o crédito para pessoa física será significativo.
"Acho que essa medida do Banco Central vai na direção de tentar segurar um pouco o crédito ... Você vai diminuir um pouco o ímpeto das pessoas pelo crédito, e com isso vai se criando condições para pensar no crédito de mais longo prazo, mais voltados para investimento e infraestrutura", afirmou.
"A gente ainda está calculando, mas podemos dizer que vai ser um impacto grande para a pessoa física, porque há um aumento do custo e a diminuição da demanda", acrescentou.
Percival estima que o crédito para pessoa física vai crescer em torno de 20 por cento este ano, patamar considerado sustentável por ele para os próximos anos.
Ele afirmou ainda que a carteira de crédito da Caixa para o setor imobiliário vai superar 60 bilhões de reais, contra aproximadamente 47 bilhões no ano passado.
"Já são mais de 800 mil casa do programa Minha Casa, Minha Vida contratadas", declarou. "Vamos crescer no ano que vem, mas não vai ser tudo isso", finalizou.

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Anália Franco é um dos melhores lugares para morar

O jornal Diário de S. Paulo realizou, em novembro, pesquisa para apontar a região preferida dos paulistanos para morar. Segundo o levantamento, a segunda opção do paulistano para morar é a Zona Leste, apontada por 28% dos entrevistados como ótimo lugar para se viver. Do total de pessoas que escolheram a região, 68% já moram lá e 10% são do Centro. O bairro preferido da maioria na região é o Jardim Anália Franco, no Tatuapé. A Zona Sul é a região preferida dos paulistanos para morar, segundo o levantamento. Dos 32% dos entrevistados que fizeram a opção, a maioria, 81%, reside lá. O principal motivo da escolha é o fato de a maioria também trabalhar lá.

Itaquera se transforma na “Grande Itaquera”

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sobe renda dos beneficiados do 'Minha casa, minha vida'

O presidente Lula assinou, ontem, a Medida Provisória (MP) 514/2010, que estabelece novas regras para o "Minha casa, minha vida". Dentre as mudanças propostas está o crescimento da faixa de renda beneficiada pelo programa habitacional. Ao contrário do valor máximo estipulado atualmente, de R$ 4.900, o teto volta a estar atrelado a dez salários mínimos. Como o piso do ano que vem deve ser de pelo menos R$ 540, a renda máxima para adquirir imóveis com as condições do programa subirá para R$ 5.400. Se o salário for ainda maior, o limite também aumentará.
Com a medida, o governo eleva a quantidade de possíveis beneficiados, mas continua a limitar o acesso aos imóveis sociais, já que as faixas de renda permanecem as mesmas. O subsídio (desconto) máximo de R$ 23 mil dado pelo governo para os imóveis mais populares continua válido para as famílias com renda mensal de R$ 465 a R$ 1.395 (de um a três salários de 2009). A partir do rendi¬mento de R$ 1.395, o valor do subsídio começa a cair. O limite máximo para esse desconto é o ganho mensal de RS 2.790 (seis salários de 2009).
Comércio liberado
Outra novidade é a liberação para atividades comerciais nas áreas comuns dos condo¬mínios construídos para famí¬lias com renda de até R$ 1.395 por mês. O objetivo da mudança é permitir que o condomínio consiga uma verba extra como forma de sustentabilidade.
O limite do Habite-se para que a unidade possa ser integrada ao programa também mudou. A partir do ano que vem, será considerada unidade nova aquela que tenha Habite-se com até 180 dias.

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IPTU progressivo é constitucional

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou constitucional a lei municipal de São Paulo que criou o IPTU progressivo no valor, que prevê alíquotas maiores para os imóveis mais caros. Na tabela em vigor atualmente, as alíquotas variam de 0,8% (para imóveis de valor venal de até R$ 77,5 mil) a 1,6% (para os que custam a partir de R$ 620 mil).
A decisão foi tomada pelo plenário do STF em decisão final - ou seja, não cabe mais recurso. A ação havia sido movida por uma empresa de estamparia de São Paulo, que defendia que a lei era inconstitucional por fazer diferença entre os contribuintes.
O resultado do julgamento tem efeito nulo, pois a prefeitu¬ra nunca deixou de cobrar o imposto da forma como foi aprovado, em 2001.0julgamento no STF estava suspenso desde 2006, quando o ministro Carlos Ayres Britto pediu vista.
O julgamento, na ocasião, estava 5 a 0 em favor da prefeitura. O resultado final foi de 7 a 0 pela constitucionalidade da lei, criada na gestão Marta Suplicy (PT).
A tese principal dos ministros do STF para "liberar" a lei municipal é que as pessoas com maior capacidade contributiva devem pagar mais para possibi¬litar ao poder público cumprir sua função social.
O IPTU progressivo no valor é diferente do IPTU progressivo no tempo, aprovado em mea¬dos deste ano pelos vereadores de São Paulo. O caso julgado pelo STF nesta semana refere-se ao valor dos imóveis: paga mais quem tem imóvel mais caro.
A lei aprovada este ano diz que a alíquota do IPTU dobrará a cada ano para os imóveis vazios ou subutilizados na região central da cidade, podendo chegar a 15% do valor venal