Muito prazer, Vila Curuçá
Há muitos anos a Vila Curuçá sofre de certa crise de identidade. Para muitos, o bairro pertence a São Miguel Paulista, para outros ao Itaim Paulista. Ao largo dessa discussão, o Curuçá vem se mostrando forte no mercado imobiliário. Neste espaço, em janeiro deste ano, já destacamos o seu crescimento, pois o distrito se mostra sinônimo de bons imóveis e qualidade de vida. Apesar do mercado não usar essa definição, os mais antigos dividem o bairro em Vila Curuçá Velha e Vila Nova Curuçá. Uma questão
Bem servido de infraestrutura de transporte e lazer, com bancos e comércio forte, praças arborizadas e com playgrounds e supermercados e lojas diversas, o Curuçá tem excelentes opções de moradia, com casas, condomínios de casas e, mais recentemente, muitos prédios, principalmente em razão do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, mas não é só isso. Em um dos empreendimentos no bairro, a construtora – uma das grandes da cidade – reservou uma torre toda para os compradores de padrão mais elevado, que não têm cobertura do programa.
Outros nichos bem valorizados e procurados no bairro são os sobrados e os condomínios de casas. Próximo à Igreja Nossa Senhora de Fátima há alguns condomínios de casa muito interessantes, com preços ainda convidativos. Nessas cercanias, está em fase de construção e praticamente todo vendido um condomínio de apartamentos.
O mais interessante é que essas unidades atingem todas as camadas e nichos, dos imóveis mais populares, como os reservados ao Programa Minha Casa, Minha Vida, até padrões mais elevados. O mercado imobiliário da Vila Curuçá, definitivamente, encontrou seu caminho.
O comércio local não é o grande destaque. Apesar de ter lojas, postos de gasolina e supermercados, eles atendem uma demanda mais local e de pequeno movimento. Em razão da proximidade com o centro de São Miguel, a população local prefere se locomover até lá, mas o bairro é bem servido de transporte público e está muito perto de estações de trem.
Uma de nossas preocupações é mostrar como os bairros se comportam em relação ao preço de seus imóveis. A pesquisa é feita tendo como base valores pedidos em anúncios e classificados de jornais e sites de imobiliárias que atuam na região e servem somente para ter uma ideia de preços na região analisada.
Dessa forma, na Vila Curuçá temos alguns valores percebidos e bem interessantes. Também analisamos os valores de locação apurados pelo Secovi-SP. Como não há uma divisão que apure o bairro em si, tomamos como base os valores de São Miguel Paulista, mais próximos do que se vê na Curuçá. Uma casa de dois dormitórios em bom estado de conservação, na região, tem o valor de até R$ 11 o metro quadrado. Ou seja, uma casa de 100 m2 teria um aluguel de R$ 1,1 mil.
No caso de venda, o m2 de um terreno varia entre R$ 600 e R$ 800, mas o mais usual na região é a compra de imóveis mais velhos para a construção de novas unidades. As casas, dependendo do estado de conservação, se são novas ou usadas, variam de R$ 1,2 mil a R$ 2,5 mil.
Quando pesquisados os sobrados, os preços sobem um pouco mais em razão da área total construída. Outro fato é que não há diferenciação de valor se a unidade estiver em um condomínio ou for “de rua”. Em todos os casos, o m2 varia entre R$ 1,8 mil a R$ 2,3 mil, dependendo do estado e do tempo de construção. Conta na diferença de valor entre casas e sobrados a área total. Quando se analisam as casas se percebe que elas têm área total maior, mas menos área construída.
Para apartamentos, há uma variação maior, mais percebida quando vemos a localização e as comodidades do condomínio, como ter ou não piscina, playground, salão de festas etc. Nesse tipo de imóvel há uma variação entre R$ 1,9 mil e R$ 2,1 mil, podendo chegar a R$ R$ 2,5 a R$ 2,8 mil o metro quadrado.
O que se percebe é que a Vila Curuçá ganho personalidade e não tem mais uma crise de identidade. Ela não é Itaim ou São Miguel. Ela é Vila Curuçá.
Nota da redação: este espaço está aberto às imobiliárias que quiserem participar. Nossa ideia é falar de bairros não tão centrais, distritos ou que fazem parte de bairros maiores. Como nos faltam dados mais precisos de valores pedidos e fechados, convidamos as empresas a serem fornecedoras de informações. Tomando como base os dados apresentados nesta e nas semanas anteriores, queremos dados mais concretos e reais. Enviem as informações para o e-mail noticias@zlimovel.com.br que daremos os créditos devidos.
Autor: Marco Barone (noticias@zlimovel.com.br) em 22/5/2011
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domingo, 29 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Nova fase terá regras mais rígidas na venda
Valor Econômico, Geraldo Cezar, 25/mai
Depois de superar a meta de financiar um milhão de moradias (a marca de contratação atingida foi de 1.005.128), o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009 com objetivo de reduzir o déficit habitacional no Brasil, inicia uma nova fase de investimentos com mudanças operacionais e um novo foco: atender à faixa de mais renda da população brasileira. "Nesta segunda fase do programa, estão previstas a produção e aquisição de 2 milhões de unidades habitacionais. Desse total, 60% das moradias serão destinadas a famílias com renda de até R$ 1395,00. Pelo menos 800 mil unidades serão viabilizadas por meio de financiamentos subsidiados", comenta Inês Magalhães, secretária nacional de habitação, do Ministério das Cidades.
Serão destinados R$ 71,7 bilhões para a segunda fase do programa, dos quais, R$ 62,2 bilhões serão provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e outros R$ 9,5 bilhões de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) destinados à habitação. As novas regras foram estabelecidas em Medida Provisória (nº 514, de 2010), aprovadas no dia 10 de maio pelo Senado Federal. O governo espera agora ter maior controle no processo de concessões das subvenções.
Entre as novidades está a instituição de Cadastro Nacional de Beneficiários de programas habitacionais ou rurais e de regularização fundiária em áreas urbanas. A ideia, segundo Inês, é possibilitar o registro de todos os que já foram contemplados por meio de políticas habitacionais públicas. O documento contribui para a fiscalização das pessoas que já receberam o benefício. "Essa ação evitará que alguém receba o subsídio do governo mais de uma vez", explica.
Os novos mecanismos de controle estabelecem também regras mais rígidas para a venda de imóveis. Agora, as famílias que quiserem vender os imóveis deverão quitá-los primeiro. "Trata-se de um aspecto muito importante para evitar a venda prematura do imóvel", declara a secretária.
O novo arcabouço de mudanças do programa traz também alguns facilitadores. Por exemplo, vai possibilitar a produção e exploração de unidades comerciais nos empreendimentos habitacionais para rendas de até R$ 1.395,00. A construção de áreas comerciais, de acordo com o ministério, ajudará no custeio da taxa de condomínio. Com as mudanças introduzidas, será permitido iniciar os empreendimentos em áreas onde o processo de desapropriação não foi concluído. Essa ação prevê acelerar o processo de arrendamento dos terrenos para a construção.
A possibilidade de readequar o valor limite dos imóveis, até então enquadrados em R$ 130 mil, foi alvo de realinhamento no início deste ano, segundo o Ministério das Cidades. O novo limite foi estabelecido em R$ 170 mil, mas isso depende de tetos fixados regionalmente.
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Valor Econômico, Geraldo Cezar, 25/mai
Depois de superar a meta de financiar um milhão de moradias (a marca de contratação atingida foi de 1.005.128), o programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, lançado em 2009 com objetivo de reduzir o déficit habitacional no Brasil, inicia uma nova fase de investimentos com mudanças operacionais e um novo foco: atender à faixa de mais renda da população brasileira. "Nesta segunda fase do programa, estão previstas a produção e aquisição de 2 milhões de unidades habitacionais. Desse total, 60% das moradias serão destinadas a famílias com renda de até R$ 1395,00. Pelo menos 800 mil unidades serão viabilizadas por meio de financiamentos subsidiados", comenta Inês Magalhães, secretária nacional de habitação, do Ministério das Cidades.
Serão destinados R$ 71,7 bilhões para a segunda fase do programa, dos quais, R$ 62,2 bilhões serão provenientes do Orçamento Geral da União (OGU) e outros R$ 9,5 bilhões de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) destinados à habitação. As novas regras foram estabelecidas em Medida Provisória (nº 514, de 2010), aprovadas no dia 10 de maio pelo Senado Federal. O governo espera agora ter maior controle no processo de concessões das subvenções.
Entre as novidades está a instituição de Cadastro Nacional de Beneficiários de programas habitacionais ou rurais e de regularização fundiária em áreas urbanas. A ideia, segundo Inês, é possibilitar o registro de todos os que já foram contemplados por meio de políticas habitacionais públicas. O documento contribui para a fiscalização das pessoas que já receberam o benefício. "Essa ação evitará que alguém receba o subsídio do governo mais de uma vez", explica.
Os novos mecanismos de controle estabelecem também regras mais rígidas para a venda de imóveis. Agora, as famílias que quiserem vender os imóveis deverão quitá-los primeiro. "Trata-se de um aspecto muito importante para evitar a venda prematura do imóvel", declara a secretária.
O novo arcabouço de mudanças do programa traz também alguns facilitadores. Por exemplo, vai possibilitar a produção e exploração de unidades comerciais nos empreendimentos habitacionais para rendas de até R$ 1.395,00. A construção de áreas comerciais, de acordo com o ministério, ajudará no custeio da taxa de condomínio. Com as mudanças introduzidas, será permitido iniciar os empreendimentos em áreas onde o processo de desapropriação não foi concluído. Essa ação prevê acelerar o processo de arrendamento dos terrenos para a construção.
A possibilidade de readequar o valor limite dos imóveis, até então enquadrados em R$ 130 mil, foi alvo de realinhamento no início deste ano, segundo o Ministério das Cidades. O novo limite foi estabelecido em R$ 170 mil, mas isso depende de tetos fixados regionalmente.
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