sábado, 11 de dezembro de 2010

Construção industrializada aposenta canteiro de obras

O uso de processos industrializados na construção civil, como o de pré-moldados e o de paredes duplas, vem trazendo progressos na execução de cada uma das etapas da obra e também nas questões que envolvem o desenvolvimento sustentável.
O retorno mais rápido sobre o investimento, pela agilidade na entrega, é apenas um dos atrativos que geram economia. Outro fator inerente à difusão do processo tem sido o ganho quanto à utilização racional de recursos, inclusive de mão-de-obra, um gargalo em tempos de aquecimento do setor. A customização de fábrica e o uso planejado de materiais completam as vantagens, que enxugam o canteiro de obras, ao evitar incorreções e desperdícios comumente associados ao sistema tradicional de alvenaria.
Sem a necessidade de pilares e vigas para sustentação e sem seguir medidas modulares, no sistema industrializado as paredes ou lajes são produzidas de acordo com o projeto e com as facilidades de montagem. Estima-se que tais características representem até 30% mais de agilidade no cumprimento de contratos do que a construção convencional.
Segundo o engenheiro, Fabio Casagrande, a precisão do projeto e a não geração de resíduo já valeriam o investimento em produtos sustentáveis. “O sistema artesanal de construção é um agente de degradação do meio ambiente, dado o volume de descarte de materiais inertes que produz. Na construção industrial, além de não haver geração de resíduo, ainda é possível aproveitar materiais como borracha reciclada na hora de contruir”, afirma.
Para o engenheiro, a conscientização tem sido um dos pontos-chave na hora de optar pelo sistema de pré-fabricados e de paredes-duplas. “Outro fator de atração é a economia e a organização no canteiro de obras, sem desperdício de material ou compras inexatas. O sistema industrializado é poupador de mão-de-obra e a qualidade pode ser rastreada, como se a parede ou laje tivesse um código de barra”, salienta o engenheiro.

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